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Construção Alto padrão
Revista Alicerce by Brooks
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Construção Sustentável
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01
Coluna do Convidado
Felipe Thalacker
Felipe Thalacker
CEO - NEXUM CLUBE

Nosso colunista desta edição, Felipe Thalacker, tem mais de 20 anos de experiência impulsionados a acelerar o engajamento de equipes com resultados mensuráveis, alavancando conteúdo e processos, diversas industrias com profunda experiencia nos segmentos de construção, atuando no Brasil e em outros países. Felipe teve passagens sólidas em diversos cargos nas maiores industrias brasileiras e outras empresas globais, o que lhe rendeu uma valiosa experiência internacional-pessoal e profissional.

Segundo ele, a escassez deixou de ser um problema de contratação e virou um problema de GESTÃO.

Construir, reformar, investir nas construções, todas essas são opções que envolvem sonhos, futuros e principalmente um alto poder de implementação e claro, de paciência para ver uma obra acontecer.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a palavra de ordem para as construtoras não é mais "ótima localização" ou "em até 100x sem juros". O que realmente está mudando o jogo está de dentro pra fora, é na gestão das companhias que a mágica acontece. Em tempos de escassez de mão de obra, quem se prepara para isso tem grande vantagem, mas não deixa de enfrentar o problema, que se agrava a cada ano.

Os números confirmam o cenário e são assustadores.

Em 2025, 69,1% das empresas da construção tinham dificuldade para contratar ou reter colaboradores, segundo a FGV IBRE.

E o custo acompanha: nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, a mão de obra subiu 8,93% dentro do INCC, praticamente o dobro da inflação oficial. Cresce a demanda, cresce a obra, mas não cresce na mesma velocidade a oferta de quem sabe executar.

"E existe um dado que, para mim, é ainda mais importante"

A escassez atual não é simplesmente uma questão de quantidade de trabalhadores. A própria pesquisa da AECweb de 2024 aponta os principais motivos percebidos pelas empresas:

Fonte: AECweb, 2024.

Fonte: AECweb, 2024.

Isso muda completamente a discussão. Das seis causas apontadas, apenas uma tem a ver com a oferta de gente no mercado. Todas as outras são gestão: formar, renovar, dar perspectiva e segurar quem já está dentro.

Dois agravantes e uma saída

Além de todos os desafios geracionais e de escassez de mão de obra que comentamos, o setor da construção civil sofre de mais dois agravantes: um alto nível de informalidade, que reduz ainda mais o tipo de vínculo existente nessa relação (em sua maioria, essa condição também é buscada pelos próprios profissionais da área, quase como uma convenção da classe). E também o baixo nível de automação do setor, que continua realizando muitas das tarefas do dia a dia exatamente da mesma forma que eram feitas 40 anos atrás.

Após 23 anos participando desta indústria e como um especialista em gestão de mudanças de cultura, vejo que as discussões atuais realizadas pelas maiores construtoras foram em torno de duas palavras chave: TREINAMENTO E ENGAJAMENTO.

Repito: TREINAMENTO E ENGAJAMENTO.

Mas esta não é uma missão fácil, muito menos de resultados rápidos. Para que o treinamento seja eficiente, é preciso entender que a liderança é a camada que, necessariamente, deverá estar preparada para conduzir essas equipes em evolução, e provavelmente também a camada que deverá concentrar a maior parte dos investimentos em treinamentos.

E aqui vai uma dica valiosa: as empresas que focaram em engajamento tiveram uma redução de 17 a 30% na taxa de turnover (rotação de equipe), e uma das maneiras mais eficientes de realizar isso no Brasil está ligado as famílias dos colaboradores. As empresas buscam diversas formas de cada vez mais envolver as famílias dos colaboradores, pois aumenta o senso de pertencimento e torna o ambiente mais favorável a estabilidade.

Esse caminho, no entanto, é percorrido de formas muito diferentes conforme o porte da empresa.

Grandes, pequenas e médias

Para as grandes, o problema é tratado como risco de operação e de capital. A resposta tem sido estrutural: industrialização da obra, pré-fabricados, BIM e escolas próprias em parceria com o SENAI, formando dentro de casa o que o mercado não entrega pronto. A conta fecha porque um dia parado de obra custa mais do que capacitar.

Nas empresas menores, a equação é outra.

Não há caixa para manter um centro de formação, a dependência de empreiteiros é maior e o profissional treinado costuma ser levado por quem paga mais. A saída passa menos por tecnologia cara e mais por gestão: processos padronizados, clareza de função, plano de carreira mesmo que simples e liderança preparada para desenvolver gente. Retenção, nesse porte, vale mais do que recrutamento.

As mulheres e a virada de chave

A ampliação da presença feminina deixou de ser pauta social e virou agenda estratégica. Mais de 200 mil mulheres atuam hoje na construção, com crescimento de 50% nas contratações na última década. Parte do avanço vem do vácuo deixado pela falta de mão de obra e parte de um dado incômodo: elas chegam com mais escolaridade, mais qualificação formal e maior aderência a normas e procedimentos.

Conclusão

A construção civil não enfrenta apenas falta de mão de obra. Ela enfrenta uma crise de atração, formação, engajamento e retenção de pessoas, com anseios diferentes que fazem o ambiente ficar ainda mais desafiador para todos.

Em terra de tiktoker milionário e beta que prometem ganhos irreais, quem constrói o Brasil de verdade precisa ter elementos antes nunca pensados para manter uma equipe engajada, com um propósito muito bem definido e eficiência necessários para o setor.

Fontes: AECweb (2024), FGV IBRE, INCC/FGV, CBIC, CNI e Ministério do Trabalho e Emprego.

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O COLAPSO DA MÃO DE OBRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTAMOS PREPARADOS?

Este não é um artigo baseado em percepções pessoais. É uma análise fundamentada em pesquisas, indicadores econômicos e estudos publicados por algumas das mais respeitadas instituições do país e do mundo, entre elas a CBIC, a CNI, a FGV, o IBGE e a OIT. Os sinais são claros: a construção civil enfrenta um desafio crescente na formação e reposição de sua mão de obra qualificada.

O setor da construção civil enfrenta um momento desafiador com a escassez de profissionais qualificados. A demanda por mão de obra qualificada supera a oferta, criando um cenário de colapso que precisa ser enfrentado.

Este cenário pode ser atribuído a diversos fatores, desde a falta de investimento em formação profissional até a precarização das condições de trabalho no setor.

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FALTA DE INVESTIMENTO EM FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A raiz do problema

FALTA DE INVESTIMENTO EM FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Um dos principais fatores que contribuem para a escassez de mão de obra qualificada na construção civil é a falta de investimento em formação profissional. Muitos jovens não veem a construção civil como uma carreira atraente devido à percepção de que o setor oferece poucas oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

Além disso, os programas de formação profissional muitas vezes não são acessíveis ou atraentes para a juventude, exacerbando o problema da escassez de mão de obra qualificada.

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ESTRATÉGIAS PARA CONTORNAR A ESCASSEZ
Construindo soluções

Diante deste desafio, é crucial que o setor de construção civil adote estratégias para contornar a escassez de mão de obra qualificada. Isso pode incluir o investimento em programas de formação profissional, a melhoria das condições de trabalho e o incentivo à inovação e à adoção de novas tecnologias.

Além disso, é importante que o setor trabalhe em conjunto com o governo e outras entidades para criar políticas e programas que incentivem a entrada de mais jovens na indústria da construção. Isso inclui a promoção de uma imagem positiva do setor e a criação de oportunidades de carreira atraentes para a juventude.

A adoção de novas tecnologias pode ser uma solução para a escassez de mão de obra na construção civil
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O FUTURO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Preparados para o desafio

O futuro da construção civil depende de como o setor irá lidar com a atual escassez de mão de obra qualificada. É um desafio que exige soluções inovadoras e uma abordagem colaborativa.

Os avanços tecnológicos, como a automação e a digitalização, podem desempenhar um papel importante na solução deste problema. Ao mesmo tempo, é crucial garantir que o setor continue atraente para os jovens e ofereça oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional.

Enfrentar este desafio não será fácil, mas é uma necessidade urgente para garantir o futuro sustentável e próspero da construção civil.

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Investimento e colaboração são fundamentais para o futuro da construção civil
Investir mais em formação urgente
INVESTIMENTO E COLABORAÇÃO

O setor de construção civil precisa investir mais em formação profissional e desenvolvimento de carreira para atrair mais jovens para a indústria. Isso pode incluir parcerias com instituições de ensino para criar programas de formação que sejam relevantes e atraentes para a juventude. Além disso, é crucial que haja uma colaboração mais estreita entre o setor de construção civil, o governo e outras entidades para criar políticas que incentivem a entrada de mais jovens na indústria. Isso pode incluir iniciativas para melhorar a imagem do setor e criar oportunidades de carreira atraentes.

Antes de discutirmos a escassez de mão de obra, vale uma reflexão: independentemente do tamanho da sua empresa, você já parou para pensar no que tem feito para desenvolver as pessoas que caminham ao seu lado? Não estamos falando de grandes investimentos. Às vezes, um simples café da manhã com um momento de aprendizado, um treinamento prático no canteiro ou uma conversa intencional sobre a profissão já são suficientes para despertar pertencimento. Quando um colaborador percebe que a empresa investe no seu crescimento, ele não apenas aprende mais: passa a valorizar a construção civil, compartilha conhecimento com os colegas e ajuda a formar uma cultura em que ensinar e aprender fazem parte da rotina. É assim que se constrói, pouco a pouco, uma equipe mais preparada, engajada e apaixonada pelo que faz.

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Com o atual cenário desafiador, a construção civil deve se renovar e se reinventar. A adoção de novas tecnologias e a inovação podem ser a chave para resolver a escassez de mão de obra qualificada.

A indústria da construção tem o potencial de ser um motor de crescimento e desenvolvimento, mas para isso, é necessário lidar com os desafios atuais e preparar o setor para o futuro.

Com o atual cenário desafiador, a construção civil precisa se renovar e se reinventar. A adoção de novas tecnologias, a padronização de processos e a inovação são caminhos importantes para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada. No entanto, nenhuma tecnologia será capaz de substituir aquilo que realmente sustenta uma empresa: as pessoas. Por isso, investir na formação, no desenvolvimento e na valorização dos profissionais deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma necessidade estratégica.

Criar esse sentimento de pertencimento é um dos maiores desafios, e também uma das maiores oportunidades, do setor. Profissionais que aprendem tendem a ensinar, multiplicando conhecimento dentro da própria equipe e formando um ciclo virtuoso de desenvolvimento. É dessa forma que surgem equipes mais qualificadas, produtivas e comprometidas com a excelência.

A construção civil tem potencial para continuar sendo um dos maiores motores de crescimento econômico e desenvolvimento do país. Mas isso dependerá da capacidade das empresas de preparar a próxima geração de profissionais.

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A ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA NA CONSTRUÇÃO CIVIL É UM DESAFIO QUE EXIGE SOLUÇÕES INOVADORAS E UMA ABORDAGEM COLABORATIVA."

O setor de construção civil enfrenta um momento crítico. A escassez de mão de obra qualificada coloca em risco o futuro do setor e exige uma resposta rápida e eficaz. No entanto, este também é um momento de oportunidade para o setor se reinventar e se adaptar às mudanças.

Com o investimento certo em formação profissional, a adoção de novas tecnologias e a colaboração entre o setor e o governo, a construção civil pode superar a escassez de mão de obra qualificada e garantir um futuro sustentável e próspero.

Releia, por um instante, a palavra "rápidos". Ela talvez seja a mais importante nesta edição. O mercado não está mais dando tempo para longas análises seguidas de pouca execução. As mudanças acontecem em velocidade cada vez maior, e as empresas que prosperarão serão aquelas capazes de agir com a mesma rapidez. É preciso ser como um raio: identificar o problema, tomar uma decisão e colocá-la em prática. Postergar, esperar "o momento certo" ou acreditar que o cenário irá melhorar sozinho já não é uma estratégia. Agir deixou de ser uma vantagem competitiva; tornou-se uma obrigação para quem deseja permanecer relevante.

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SUSTENTABILIDADE
Comprometidos com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro.

Construção consciente do zero ao acabamento. Comprometidos com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro.

Construção consciente do zero ao acabamento. Comprometidos com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro. Essa frase vai muito além da escolha de materiais sustentáveis ou da redução de desperdícios. Construir de forma consciente é entender que cada decisão tomada dentro de uma empresa gera impactos que ultrapassam os limites da obra. É investir em pessoas antes de investir apenas em tecnologia, criar ambientes onde o conhecimento seja compartilhado, valorizar profissionais, formar novas gerações e desenvolver uma cultura de aprendizado contínuo. É reduzir desperdícios de recursos, de tempo e, principalmente, de talentos. Empresas que constroem de maneira consciente não pensam apenas na entrega de um empreendimento, mas no legado que deixam para seus colaboradores, clientes, para o setor da construção civil e para a sociedade. Afinal, o verdadeiro futuro da construção não será definido apenas pelos edifícios que levantamos, mas pelas pessoas que capacitamos e pelos valores que escolhemos construir todos os dias.

Você pode fechar o artigo conectando sustentabilidade, pessoas e legado de forma mais forte:

Antes de tudo, vale lembrar que nenhuma construção será verdadeiramente sustentável se não houver investimento nas pessoas que a constroem. Capacitar profissionais, compartilhar conhecimento, criar oportunidades de crescimento e despertar orgulho pela profissão também é uma forma de preservar o futuro. Afinal, edifícios sustentáveis começam com equipes conscientes, preparadas e comprometidas com a excelência.

É por isso que esse compromisso faz parte da essência da Brooks Construtora. Como empresa integrante do GBC Brasil (Green Building Council Brasil), entendemos que sustentabilidade vai muito além da escolha de materiais ou da eficiência energética de uma edificação. Ela começa nas pessoas. Acreditamos que investir na capacitação contínua, no desenvolvimento profissional e na formação de uma nova geração de trabalhadores é uma das maiores contribuições que podemos oferecer para a construção civil. Empresas que ensinam transformam pessoas; pessoas transformadas transformam o mercado.

Por isso, nosso compromisso é construir de forma consciente do zero ao acabamento, equilibrando inovação, responsabilidade ambiental, valorização humana e excelência técnica. Queremos entregar obras que respeitem o meio ambiente, mas, acima de tudo, queremos deixar um legado de conhecimento, ética e desenvolvimento para o setor. Porque o futuro da construção civil será sustentável não apenas pelos edifícios que ergueremos, mas pelas pessoas que escolhermos formar ao longo do caminho.

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Histórias da Obra
Contos de Pedreiro
Histórias reais (ou quase) dos bastidores da construção
Titulo de exeNão é ficção. É canteiro de obras.
Em plena eleição, a Brooks recebeu uma reclamação: um pedreiro ouvia, todos os dias e no último volume, a mesma música: “Lula Lá”. 😂 A reclamação foi registrada, o volume baixou e a democracia seguiu normalmente dentro do canteiro, mas a história ficou! E você, tem um causo de obra? Conte no grupo Força Estrutural. Se for escolhido, ganha um brinde da Revista Alicerce!
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Fontes e Referências

As informações e dados apresentados nesta edição foram baseados nas seguintes fontes:

1. Quintas da CBIC debate os desafios da mão de obra na construção civil — CBIC
https://cbic.org.br/quintas-da-cbic-debate-os-desafios-da-mao-de-obra-na-construcao-civil/?utm_source
2. Primeiro Quintas da CBIC do 2025 debate a falta de mão de obra qualificada na construção — CBIC
https://cbic.org.br/primeiro-quintas-da-cbic-do-2025-debate-a-falta-de-mao-de-obra-qualificada-na-construcao/?utm_source
3. Redução da jornada pode elevar em até 15% o custo da mão de obra no setor da construção, com impacto potencial adicional de R$ 20 bilhões ao ano — CBIC
https://cbic.org.br/reducao-da-jornada-pode-elevar-em-ate-15-o-custo-da-mao-de-obra-no-setor-da-construcao-com-impacto-potencial-adicional-de-r-20-bilhoes-ao-ano/?utm_source
4. Quesito Especial: Escassez de mão de obra — Portal IBRE
https://portalibre.fgv.br/system/files/2026-01/quesito-especial-escassez-de-mao-de-obra.pdf?utm_source
5. Construção Civil projeta 2026 mais positivo que 2025, impulsionado por crédito e investimentos — CBIC
https://cbic.org.br/construcao-civil-projeta-2026-mais-positivo-que-2025-impulsionado-por-credito-e-investimentos/?utm_source
Construção consciente do zero ao acabamento. Comprometidos com o meio ambiente, com as pessoas e com o futuro.
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